domingo, 5 de julho de 2009

NA VIDRAÇA, de Marcel Proust







Uma pequena batida na vidraça, como se qualquer coisa a tivesse atingido, seguida de uma ampla queda leve como grãos de areia que deixassem tombar do alto de uma janela, em cima, e depois a queda estendendo-se, regulando-se, adotando um ritmo, tornando-se fluida, sonora, musical, inumerável, universal: a chuva.



(Em Busca do Tempo Perdido; No Caminho de Swann – tradução de Mário Quintana)


(Ilustração: Alyssa Monks)


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