quarta-feira, 23 de setembro de 2009

I DIED FOR BEAUTY/ PELA BELEZA, MORRI, de Emily Dickinson







I died for beauty, but was scarce

Adjusted in the tomb,

When one who died for truth was lain

In an adjoining room.


He questioned softly why I failed?

“For beauty”, I replied.

“And I for truth, - the two are one;

We brethren are, “ he said.


And so, as kinsmen met at night,

We talked between the rooms,

Until the moss had reached our lips,

And covered up our names.




Tradução de Isaias Edson Sidney:




Pela beleza morri, e estava ainda

Há tão pouco na tumba, quando

Alguém que pela verdade morrera

No túmulo vizinho se deitou.


Suavemente perguntou o motivo

De minha morte. “Pela beleza”, respondi.

“Pela verdade, eu – as duas são uma;

“Irmanados estamos”, ele disse.


E então, irmãos reunidos pela noite,

Ficamos a conversar entre os túmulos,

Até que o musgo fechou nossos lábios

E cobriu para sempre nossos nomes.




Tradução de Manuel Bandeira:



Morri pela beleza, mas apenas estava

Acomodada em meu túmulo,

Alguém que morrera pela verdade

Era depositado no carneiro contíguo.




Perguntou-me baixinho o que me matara:

--A beleza, respondi.

--A mim, a verdade -- é a mesma coisa,

Somos irmãos.




E assim, como parentes que uma noite se encontram,

Conversamos de jazigo a jazigo,

Até que o musgo alcançou os nossos lábios

E cobriu os nossos nomes.




Tradução de Jorge de Sena:



Morri pela Beleza – mas mal eu

Na tumba me acomodara,

Um que pela Verdade então morrera

A meu lado se deitava.


De manso perguntou por quem tombara…

– Pela Beleza – disse eu.

– A mim foi a Verdade. É a mesma Coisa.

Somos Irmãos – respondeu.


E quais na Noite os que se encontram falam –

De Quarto a Quarto a gente conversou –

Até que o Musgo veio aos nossos lábios –

E os nossos nomes – tapou.




(Poemas)



(Ilustração: Adrian Gottlieb - truth corrupted by vanity)


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