É esta a hora perfeita em
que se cala
O confuso murmurar das
gentes
E dentro de nós finalmente
fala
A voz grave dos sonhos
indolentes.
É esta a hora em que as
rosas são as rosas
Que floriram nos jardins
persas
Onde Saadi e Hafiz as viram
e as amaram.
É esta a hora das vozes
misteriosas
Que os meus desejos
preferiram e chamaram.
É esta a hora das longas
conversas
Das folhas com as folhas
unicamente.
É esta a hora em que o tempo
é abolido
E nem sequer conheço a minha
face.
(Dia do Mar. 2014).
(Ilustração: Javier Arizabalo García)

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