terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

THE PRICE OF EXPERIENCE/ O PREÇO DA EXPERIÊNCIA, de William Blake





What is the price of Experience? Do men buy it for a song?
Or wisdom for a dance in the street? No it is bought with the price
Of all that man hath, his house, his wife, his children.
Wisdom is sold in the desolate market where none come to buy
And in the wither'd field where the farmer plows for bread in vain. It is an easy thing to triumph in the summer's sun
And in the vintage and to sing on the waggon loaded with corn.
It is an easy thing to talk of patience to the afflicted,
To speak the laws of prudence to the homeless wanderer
To listen to the hungry raven's cry in wintry season
When the red blood is fill'd with wine and with the marrow of lambs.
It is an easy thing to laugh at wrathful elements
To hear the dog howl at the wintry door, the ox in the slaughter house moan;
To see a god on every wind and a blessing on every blast
To hear sounds of love in the thunder storm that destroys our enemies' house;
To rejoice in the blight that covers his field, and the sickness that cuts off his children,
While our olive and vine sing and laugh round our door, and our children bring fruits and flowers
Then the groan and the dolor are quite forgotten, and the slave grinding at the mill
And the captive in chains and the poor in the prison and the soldier in the field
When the shatter'd bone hath laid him groaning among the happier dead
It is an easy thing to rejoice in the tents of prosperity;
Thus could I sing and thus rejoice: but it is not so with me


 Tradução de Orlando Ferreira:


 
Qual é o preço da experiência? Os homens a compram com uma canção?
Adquirem sabedoria dançando nas ruas? Não, ela é comprada pelo preço
De tudo que um homem possui, sua casa, sua esposa, seus filhos.
A sabedoria é vendida num mercado sombrio onde ninguém vem comprar,
E no campo infecundo que o fazendeiro ara em vão por seu pão.
É fácil triunfar sob o sol do verão
E na colheita cantar na carroça cheia de grão.
É fácil falar de prudência aos aflitos,
Falar das leis da prudência ao andarilho sem teto,
Ouvir o grito faminto do corvo na estação invernal
Quando o sangue vermelho mistura-se ao vinho e ao tutano do cordeiro
É tão fácil sorrir diante da ira da natureza
Ouvir o uivo do cão diante da porta no inverno, e o boi a mugir no matadouro;
Ver um deus em cada brisa e uma bênção em cada tempestade.
Ouvir o som do amor no raio que arrasa a casa do inimigo;
Rejubilar-se diante da praga que cobre seu campo, e da doença que ceifa seus filhos,
Enquanto nossas oliveiras e nosso vinho cantam e riem diante da porta, e nossos 
filhos nos trazem frutas e flores. 
Então o lamento e a dor estão quase esquecidos, bem como o escravo que gira o moinho,
E o cativo acorrentado, o pobre prisioneiro, e o soldado no campo de batalha
Quando os ossos rompidos deixam-no gemendo à espera da morte feliz.
É fácil rejubilar-se sob a tenda da prosperidade:
Eu poderia cantar e me rejubilar deste modo: mas eu não sou assim.


(Ilustração: William Blake - Satan Afflicting Job)



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