sábado, 13 de agosto de 2011

BOM-DIA, AMIGO SOL!, de J. G. de Araújo Jorge







Bom-dia, amigo Sol! A casa é tua!

As bandas da janela abre e escancara,

— deixa que entre a manhã sonora e clara

que anda lá fora alegre pela rua!



Entra! Vem surpreendê-la quase nua,

doura-lhe as formas de beleza rara...

Na intimidade em que a deixei, repara

que a sua carne é branca como a lua!



Bom-dia, amigo Sol! É esse o meu ninho...

Que não repares no seu desalinho

nem no ar cheio de sombras, de cansaços...



Entra! Só tu possuis esse direito

de surpreendê-la, quente dos meus braços,

no aconchego feliz do nosso leito!...




(Ilustração: Javier Arizabalo)


Nenhum comentário:

Postar um comentário