sexta-feira, 25 de junho de 2010

HOW DO I LOVE THEE? / AMO-TE..., de Elizabeth Barret Browning








How do I love thee? Let me count the ways.
I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of being and ideal grace.

I love thee to the level of every day’s
Most quiet need, by sun and candle-light.
I love thee freely, as men strive for right.
I love thee purely, as they turn from praise.

I love thee with the passion put to use
In my old griefs, and with my childhood’s faith.
I love thee with a love I seemed to lose

With my lost saints. I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life; and, if God choose,
I shall but love thee better after death.




Tradução de Manuel Bandeira:




Amo-te quanto em largo, alto e profundo


Minhalma alcança quando, transportada,


Sente, alongando os olhos deste mundo,


Os fins do Ser, a Graça entressonhada.





Amo-te em cada dia, hora e segundo:


À luz do Sol, na noite sossegada.


E é tão pura a paixão de que me inundo


Quanto o pudor dos que não pedem nada.





Amo-te com o doer das velhas penas;


Com sorrisos, com lágrimas de prece,


E a fé da minha infância, ingênua e forte.





Amo-te até nas coisas mais pequenas.


Por toda a vida. E, assim Deus o quiser,


Ainda mais te amarei depois da morte.






(Ilustração:  Magritte - o beijo)






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