O eco da fala propaga a onda
desdobra clamor
o corpo em mil pedaços rodopia
expande
Marielle presente.
Ela não é mais a que desce ladeiras sorrindo
mas a força da Maré que vem
e vira becos ruas avenidas
ondas de mulheres,
mães e filhas,
avós
muralhas que se erguem
aos cartuchos apontando
casas e corpos adolescentes.
Seu corpo estilhaçado no pano de boca da história
É a voz que clama
É a favela
e
o que dela
revivem
poética e resistência
rodas de conversas
Marielle
Eu Comum
matéria e fogo
nome que não morre
entre nós multiplica
Claudias, Suelis, Elisas,
Renascentes girassóis
Resistentes à barbárie
Presente
(Mulherio das Letras Portugal - Poesia)
(Ilustração: Elisa Riemer - Marielle
vive)
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