terça-feira, 22 de dezembro de 2015

STILL I RISE / MESMO ASSIM EU ME REERGO / AINDA ASSIM, EU ME LEVANTO, de Maya Angelou









You may write me down in history


With your bitter, twisted lies,


You may trod me in the very dirt


But still, like dust, I’ll rise.






Does my sassiness upset you?


Why are you beset with gloom?


‘Cause I walk like I’ve got oil wells


Pumping in my living room.






Just like moons and like suns,


With the certainty of tides,


Just like hopes springing high,


Still I’ll rise.






Did you want to see me broken?


Bowed head and lowered eyes?


Shoulders falling down like teardrops,


Weakened by my soulful cries?






Does my haughtiness offend you?


Don’t you take it awful hard


‘Cause I laugh like I’ve got gold mines


Diggin’ in my own backyard.






You may shoot me with your words,


You may cut me with your eyes,


You may kill me with your hatefulness,


But still, like air, I’ll rise.






Does my sexiness upset you?


Does it come as a surprise


That I dance like I’ve got diamonds


At the meeting of my thighs?






Out of the huts of history’s shame


I rise


Up from a past that’s rooted in pain


I rise


I’m a black ocean, leaping and wide,


Welling and swelling I bear in the tide.






Leaving behind nights of terror and fear


I rise


Into a daybreak that’s wondrously clear


I rise


Bringing the gifts that my ancestors gave,


I am the dream and the hope of the slave.


I rise


I rise


I rise.




Tradução de Brenda Nepomuceno (Mesmo Assim Eu Me Reergo):



Você pode me menosprezar na história,


Com suas mentiras distorcidas e amargas,


Você pode me pisotear nessa lama,


Mas mesmo assim, como poeira, eu me reerguerei.






A minha impertinência lhe incomoda?


Por que você está perturbado em melancolia?


Porque eu ando como se tivesse poços de óleo


Jorrando na minha sala de estar.






Bem como luas e como sóis,


Com a certeza das marés,


Bem como esperanças brotando alto,


Mesmo assim eu me reerguerei.






Você queria me ver quebrada?


Cabeça inclinada e olhos para baixo?


Ombros caindo como lágrimas.


Fraquejando pelos gritos do meu âmago.






A minha arrogância lhe ofende?


Não leve isso tão a sério


Porque eu rio como se tivesse minas de ouro


Sendo escavadas no meu quintal.






Você pode atirar em mim com as suas palavras,


Você pode me cortar com os seus olhos,


Você pode me matar com o seu ódio,


Mas mesmo assim, como o ar, eu me reerguerei.






A minha sensualidade lhe ofende?


É realmente uma surpresa


Eu dançar como se tivesse diamantes


Onde minhas coxas se encontram?






Das tocas da vergonha da história


Eu me reergo


Saindo de um passado enraizado na dor


Eu me reergo


Eu sou um oceano negro, borbulhante e vasto,


Vertendo e me expandindo eu aguento a maré.


Deixando para trás noites de terror e medo


Eu me reergo


Rumo a um amanhecer que é surpreendentemente claro


Eu me reergo


Trazendo os presentes que meus ancestrais deram,


Eu sou o sonho e a esperança do escravo.


Eu me reergo


Eu me reergo


Eu me reergo.”





Tradução de Mauro Catopodis (Ainda assim, eu me levanto):




Você pode me riscar da História


Com mentiras lançadas ao ar.


Pode me jogar contra o chão de terra,


Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar.






Minha presença o incomoda?


Por que meu brilho o intimida?


Porque eu caminho como quem possui


Riquezas dignas do grego Midas.






Como a lua e como o sol no céu,


Com a certeza da onda no mar,


Como a esperança emergindo na desgraça,


Assim eu vou me levantar.






Você não queria me ver quebrada?


Cabeça curvada e olhos para o chão?


Ombros caídos como as lágrimas,


Minh’alma enfraquecida pela solidão?


Meu orgulho o ofende?


Tenho certeza que sim


Porque eu rio como quem possui


Ouros escondidos em mim.


Pode me atirar palavras afiadas,


Dilacerar-me com seu olhar,


Você pode me matar em nome do ódio,


Mas ainda assim, como o ar, eu vou me levantar.






Minha sensualidade incomoda?


Será que você se pergunta


Por que eu danço como se tivesse


Um diamante onde as coxas se juntam?


Da favela, da humilhação imposta pela cor






Eu me levanto


De um passado enraizado na dor


Eu me levanto


Sou um oceano negro, profundo na fé,


Crescendo e expandindo-se como a maré.


Deixando para trás noites de terror e atrocidade


Eu me levanto


Em direção a um novo dia de intensa claridade


Eu me levanto


Trazendo comigo o dom de meus antepassados,


Eu carrego o sonho e a esperança do homem escravizado.


E assim, eu me levanto


Eu me levanto


Eu me levanto.





(Ilustração: Larry Poncho Brown - every round goes higher)





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