sábado, 24 de abril de 2010

EXPANSIONS/EXPANSÕES, de Paul Géraldy









Ah! Je vous aime! Je vous aime!

Vous entendez? Je suis fou de vous. Je suis fou...


Je dis des moi, toujours lês mêmes...


Mais je vous aime! Je vous aime! …


Je vous aime, comprenez-vous?


Vous riez? J’ai l’air stupide?


Mais comment faire alors pour que tu saches bien,


Pour que tu sentes bien? Ce qu’on dit, c’est si vide!


Je cherche, je cherche un moyen...


Ce n’est pas vrai que les baisers peuvent suffire.


Quelque chose m’étouffe, ici, comme un sanglot.


J’ai besoin d’exprimer, d’expliquer, de traduire.


On ne sent tout à fait que ce qu’on a su dire.


On vit plus ou moins à travers des mots.


J’ai besoin de mots, d’analyses.


Il faut, il faut que je te dise...


Il faut que tu saches... Mais quoi!


Si je savais trouver des choses de poète,


en dirais-je plus – résponds-moi –


que lorsque je te tiens ainsi, petite tête,


et que cent fois et mille fois


je te répète éperdument et te répète:


Toi! Toi! Toi! Toi!...





Tradução de Guilherme de Almeida:




Eu gosto, eu gosto de você.


Compreende?


Eu tenho por você uma doidice...


Falo, falo, nem sei o que


Mas gosto, gosto de você


Você ouviu bem isso que eu disse? ...


Você ri? Eu pareço um louco?


Mas, que fazer para explicar isso direito,


Para que você sinta? ...


O que eu digo é tão oco!


Eu procuro, procuro um jeito...


Não é exato que o beijo só pode bastar.


Qualquer cousa que me afoga, entre soluço e ais.


É preciso exprimir, traduzir, explicar...


Ninguém sente senão o que soube falar.


Vive-se de palavras, nada mais.


Mas é preciso que eu consiga


Essas palavras e que eu diga,


E você saiba... Mas, o que?


Se eu soubesse falar


Como um poeta que sente,


Diria eu mais do que


Quando tomo entre as mãos


Essa cabeça linda


E cem mil vezes, loucamente,


Digo e repito


E torno a repetir ainda:


Você! Você! Você! Você!


(Eu e você)



(Ilustração: Sandro Chia - el beso)





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