domingo, 9 de agosto de 2015

SONNET ON CHILLON / SONETO DE CHILLON, de Lord Byron






Eternal Spirit of the chainless Mind!      
 Brightest in dungeons, Liberty! thou art,         
  For there thy habitation is the heart— 
The heart which love of thee alone can bind;   

And when thy sons to fetters are consign’d—  
  To fetters, and the damp vault’s dayless gloom,       
  Their country conquers with their martyrdom,         
And Freedom’s fame finds wings on every wind.
           
Chillon! thy prison is a holy place,         
  And thy sad floor an altar—for ’twas trod,             
Until his very steps have left a trace      

  Worn, as if thy cold pavement were a sod,     
By Bonnivard!—May none those marks efface!           
  For they appeal from tyranny to God.



Tradução de José Lino Grünewald:


Alma eterna da mente sem cadeias!
De mais brilho em masmorras. Liberdade!
Pois lá é o coração a tua herdade -
Ela a quem só por ti o amor enleia;

E quando acorrentados ao relento
Teus filhos em grilhões, cela sombria,
Suas terras conquistam na agonia
E a Liberdade acha asa em cada vento.

Chillon! tua prisão é um santo espaço
E, altar, teu solo triste - pois pisado,
Até que o próprio andar deixasse um traço

Gasto, tal fosse o chão frio um relvado,
Por Bonnivard! Não sumam esses passos!
A tirania, a Deus, têm revelado.




(Ilustração: Franck-Edouard Lossier - La delivrance de Bonivard - 1898)





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