segunda-feira, 23 de abril de 2012

MADRIGAL/MADRIGAL, de Nicolás Guillén






Tu vientre sabe más que tu cabeza
y tanto como tus muslos.
Ésa
es la fuerte gracia negra
de tu cuerpo desnudo.

Signo de selva el tuyo,
con tus collares rojos,
tus brazaletes de oro curvo,
y esse caimán oscuro
nadando en el Zambeze de tus ojos.






Tradução de Luiz Roberto Guedes:






Teu ventre sabe mais que tua cabeça
e tanto quanto tuas coxas.
Essa
é a forte graça negra
de teu corpo desnudo.

Signo de selva é o teu,
com teus colares rubros,
teus braceletes de ouro recurvo,
e esse caimão escuro
nadando no Zambeze de teus olhos.


Sóngoro Cosongo)





(Ilustração:  Gauguin - contes barbares)


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