quinta-feira, 26 de maio de 2011

SILENCE/SILÊNCIO, de Marianne Moore








My father used to say,

“Superior people never make long visits,

have to be shown Longfellow’s grave

or the glass flowers at Harvard.

Self-reliant like the cat –

that takes its prey to privacy,

the mouse’s limp tail banging lile a shoelace from its mouth –

they sometime enjoy solitude,

and can be robbed of speech

by speech which has delighted them.

The deepest feeling always shows itself in silence;

not in silence, but restraint”;

Nor was he insincere in saying, “Make my house your inn”.

Inns are not residences.



Tradução de José Antônio Arantes:


Meu pai costumava dizer:

“Gente superior nunca faz visitas demoradas,

nem a ela tem que se mostrar o túmulo de Longfellow

as as flores de vidro de Harvard.

Confiante em si mesma feito o gato –

que carrega a presa para um canto,

a frouxa cauda do rato a pender da boca feito cordão de sapato -,

de vez em q uando sente prazer na solidão,

e pode ser privada da fala

por fala que a tenha encantado.

O sentimento mais profundo sempre se mostra em silêncio;

não em silêncio, mas contenção”.

Nem era insincero ao dizer: “Faça de minha casa sua pousada”.

Pousadas não são residências.




(Poemas)




(Ilustração: Adela Leibowitz – I dreamt I went to Manderley again)

Nenhum comentário:

Postar um comentário