quinta-feira, 17 de outubro de 2013

SONETO PARA O JOGO BRUTO, de Glauco Mattoso








Zagueiro violento, ele é batata:
carrinhos dá por trás, empurra, soca...
Feliz foi o cronista que o retrata:
"pega, em cada enxadada, uma minhoca".


Se falha a marcação com que combata
um ótimo atacante, ele já troca
o jogo limpo pelo pau da pata...
Quem é que, à sua frente, não pipoca?


Caído o centroavante, mete a chanca
na cara do coitado e, na retranca,
seu time vai mantendo o resultado...


Placar que não saiu do zero a zero
e, como falta um árbitro severo,
bem alto o zagueirão ergue o solado...




(Ilustração: Tim Lane - zach with the silver ball)



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