sábado, 27 de abril de 2013

LÁPIS DE ESPERANÇA, de Nathan de Castro








Andarilho-burguês passei o tempo,
sem tempo para o tempo aproveitar.
O tempo era pretexto e contratempo
que não deixava tempo pra sonhar.

Os amores ficaram pela estrada
da poeira do tempo de entender,
nos olhares da Estrela perfumada,
a imensidão do tempo de viver.

Hoje, quando no céu a nuvem passa
carregada, procuro uma caneta
para escrever um verso que me faça

voltar aos velhos tempos da criança
que enxergava com olhos de poeta
e escrevia com lápis de esperança.


(Ilustração: Zevi Blum - it's always someting)



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